Qual o significado do Dízimo na Igreja?

História do Dízimo

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O dízimo na Bíblia era uma prática do Velho Testamento mas o crente hoje ainda é convidado a ofertar a Deus. Na Bíblia, dar o dízimo é uma forma de agradecer a Deus. O dízimo sustentava o templo, os sacerdotes e levitas e os pobres.

Dízimo significa a décima parte de algo, paga para ajudar organizações religiosas. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antiguidade exigiam o dízimo de seus povos.

Historicamente, o dízimo era pago na forma de bens. O dízimo nas religiões abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos.

Também dízimo que era dado em forma de mantimento era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuíssem em obras caritativas.

Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel,  a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prosperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro.

Para o sociólogo Émile Durkheim em “Lições de Sociologia”, o dízimo teria origem no pensamento mítico, primeiramente como sacrifícios e ofertas aos deuses e divindades para obter “permissão” divina para o bom cultivo de bens mundanos, seja na pesca, coleta, agricultura, etc.

O que a Bíblia diz sobre o dízimo

Antes de começar a gastar, devemos honrar a Deus dando-Lhe o que Lhe pertence primeiro. A Bíblia diz em Provérbios 3:9: “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda.”

Dar o dízimo é uma forma de aprender que Deus ocupa o primeiro lugar na nossa vida. Cristo aprovou o dízimo. A Bíblia diz em Mateus 23:23:

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.”

Em que princípio se baseia a devolução do dízimo? A Bíblia diz em Salmos 24:1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam.”

De donde vêm as riquezas? A Bíblia diz em Deuteronômio 8:18: “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.”

Além do dízimo, o que mais devemos trazer ao Seu santuário? A Bíblia diz em Salmos 96:8: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios.”

Deus diz que quando não damos dízimos e ofertas, estamos roubando-Lhe. A Bíblia diz em Malaquias 3:8: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas.”

O dar deve ser com alegria como quem quer agradar a Deus. Deus diz que o que damos deve refletir com honestidade o que recebemos.

Dízimo no Brasil

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No Brasil o dízimo voltou a ser implantado pela CNBB na Igreja Católica após 1969, quando o sistema de pagamento de taxas pelos serviços prestados pela Igreja haviam sido consideradas “pastoralmente inadequadas”. Os dízimos centravam-se em atender às necessidades das dimensões social, religiosa e missionária assumidas pela Igreja.

O Papa Bento XVI extinguiu o termo “dízimos” do quinto Mandamento da Igreja, conforme Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, promulgado em 28 de junho de 2005. O Quinto Mandamento agora é assim: “Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”.

Deve-se considerar que a intitulada “pastoral do dízimo”, cuja expansão verificou-se nos últimos anos, num ato simplório, reduzira o antigo termo “dízimos” (versão antiga – “pagar dízimos conforme o costume”) para o singular “dízimo”, cuja classe gramatical não encontrava outra definição senão a décima parte de um imposto, pagamento ou tributo.

Em artigo publicado no portal da CNBB, o Cônego Celso Pedro da Arquidiocese de São Paulo, delineia o divisor que deve haver entre o extinto dízimo levítico e a obrigação dos católicos para contribuir com as necessidades temporais da Igreja e a responsabilidade religiosa daí advinda:

“O Novo Testamento não conhece o dízimo. Ele conhece a partilha fraterna para que não haja necessitados na comunidade e para que o evangelho seja anunciado. Uma paróquia pode ter muitas ações sociais voltadas para fora, mas não pode deixar de verificar se entre os que participam da mesa eucarística não há alguém que passe fome.

Ofertas na Igreja

As ofertas do cristão devem ter a mesma função que o dízimo:

  • Agradecer a Deus– nosso sustento vem de Deus e não devemos ficar presos pelo amor ao dinheiro – Mateus 6:24
  • Cobrir as despesas da igreja– o bom senso dita que quem quer usufruir da igreja deve ajudar com as despesas
  • Sustentar os obreiros– quem trabalha servindo a igreja merece ser sustentado pela igreja
  • Ajudar os mais necessitados– o cristão deve ajudar seus irmãos mais pobres
  • De acordo com suas possibilidades– Deus não quer que você dê mais do que consegue 2 Coríntios 8:12-13
  • Regularmente– é bom criar o hábito de ofertar com regularidade – 1 Coríntios 16:1-2
  • Com alegria– ofertar não é uma obrigação, é uma bênção, porque significa que Deus providenciou! – 2 Coríntios 9:7

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